Pilates e Yoga para BailarinasCintura

 

A Força de Centro

Todos os exercícios de pilates são coordenados com a respiração. A respiração traz oxigênio para que a corrente sanguínea, através do sistema circulatório, o bombeie em todo o corpo. O oxigênio clareia a mente, esclarecendo-a, limpa o organismo como um todo. A eficiência da respiração, no método de Pilates, vem de uma exalação forçada, chave para uma inalação profunda, e uma consequente respiração completa, integrando todos os músculos envolvidos no processo. Creio que este método é especialmente útil no ocidente, onde a grande maioria da população respira superficialmente. Isto deve(ria) acontecer naturalmente na prática do Yoga, onde pode-se trabalhar a força de centro apenas com prânayâmas , este por si só já desencadearia toda a musculatura de centro(localizada no tronco).

Por isso é fundamental que no início deste processo corporal se faça uso da expiração forçada, ou seja, uma exalação do ar pela boca, vocalizando a letra "A". Usamos muito a imagem do mar e o som das ondas como referência neste caso. O que ocorre neste tipo de expiração é que o músculo do transverso, muitas vezes inativo, flácido ou esgarçado pela falta de uso e de função, que deveria segurar as vísceras ao invés de ser empurrado por elas, é ativado (assim como no tossir) e torna o contato e conscientização deste músculo mais fácil.

bailarina

Ao desenvolver esta musculatura, mantendo um tônus na região abdominal, e em toda a musculatura envolvida na força de centro, adquirimos o alongamento axial , ou seja, o alongamento no sentido do axis , a vértebra mais alta da coluna situada logo abaixo do crânio. Tanto no Yoga quanto no Pilates, objetiva-se este ganho: uma presença constante da sustentação antagônica do corpo com a gravidade, mantendo o distanciamento espacial saudável entre as vértebras, em oposição ao achatamento comum que nos atinge desde o crânio, comprometendo a coluna em vários níveis e que vai comprometer o corpo e a postura como um todo. Ao longo dos anos, com a força da gravidade a nos achatar, as vértebras ficam sem espaço entre elas, dificultando a passagem do sistema nervoso central (SNC) para a periferia do corpo (SNP- sistema nervoso periférico) e, levando em consideração o sistema dos canais sutis de energia prânica do Yoga, como vimos nos artigos sobre Yoga, este achatamento também compromete a livre passagem desta energia para os chakras e, consequentemente, para todo o corpo sutil e não somente o corpo físico.

Pilates e Yoga

Como os exercícios de Pilates e de Yoga coincidem em estrutura e função, acabam por desenvolver o alongamento axial. Este, por sua vez, adquirido com a prática, potencializa o corpo ao nível fisiológico e energético. Para a dançarina isto é de suma importância. A experiência de dinamização energético-fisiológica proporciona não somente um corpo propício para dança, como também uma vivência profunda de ligação ao todo pela harmonização e equilíbrio em vários níveis: cerebral, muscular, energético, físico, social, etc. Ao mantermos um distanciamento saudável e anatômico entre as vértebras, os sistemas que aí passam são preservados em sua íntegra, o que representa um ganho ao nível físico em saúde da coluna e um ganho emocional no que diz respeito aos sistemas nervoso e endócrino, além da dinamização energética no corpo sutil, denominado prânamayakosha. Analogamente, o ganho em um nível, corresponde ao ganho em vários níveis; é impossível mexer em uma parte sem alterar o todo.

 

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